Portfólio de projetos
Construindo as indústrias necessárias para reduzir as emissões de metano dos aterros com rapidez, sustentabilidade e escala.
Projetos: unidades reais de compostagem — homologadas e rastreadas no ledger da Carrot.
Onde: projetos mapeados frente aos maiores superemissores da América do Sul.
Por quê: a compostagem é a porta de entrada de baixo custo para o tratamento biológico.
Carregando o mapa de projetos…
Arraste para explorar
Fontes · Climate TRACE · Estimativas de aterros 2025
Legenda, fontes e registros do mapa
Projetos Carrot · retrato de julho de 2026, com os homologados em 28 de outubro de 2026; 3 projetos em auditoria em julho foram homologados desde então. O status do projeto não estabelece disponibilidade de créditos.
Climate TRACE · estimativas anuais de metano de 2025.
As localizações são aproximadas. Projetos homologados são nomeados quando os registros os nomeiam; os demais, como os projetos em auditoria, mostram apenas o município. O pipeline de desenvolvimento é uma contagem, sem localizações no mapa. Os aterros selecionados cobrem 12 países sul-americanos e mostram a necessidade potencial de recuperação; não são projetos da Carrot nem créditos disponíveis.
Retrato dos projetos Carrot (JSON) ↗ · Dados e proveniência dos aterros (JSON) ↗
Os retratos para download continuam disponíveis se o mapa interativo não carregar.
8unidades homologadas8 no mapa
14em auditoria
10no pipeline
Operações da Carrot · homologadas em outubro de 2026 · em auditoria e no pipeline em julho de 2026, menos as homologadas desde então
O desafio
O metano dos resíduos é uma falha de mercado — que pode ser corrigida.
A matéria orgânica é cerca de 40% de tudo o que jogamos fora e é quase inteiramente reciclável — mesmo assim, só ~6% dos resíduos urbanos recebem tratamento biológico hoje no mundo — e menos de 1% na América Latina. O restante se decompõe em aterros e lixões pelo planeta, onde mesmo os sistemas de captura de gás deixam escapar a maior parte desse metano (EPA). O metano que eles geram representa cerca de 20% das emissões globais de metano.
Na Carrot, acreditamos que esta é uma das maiores oportunidades de reduzir o metano com rapidez, sustentabilidade e escala — e além do que os cenários atuais de mitigação projetam.
O obstáculo não é tecnológico — compostagem, digestão anaeróbia e o processamento com mosca soldado-negra já funcionam. É o desenho do mercado: o custo dos resíduos é socializado, os incentivos estão desalinhados e reciclar custa mais caro do que aterrar.
A Carrot muda a economia da recuperação de resíduos.
~20%das emissões globais de metano vêm dos resíduosPNUMA / CCAC, Global Methane Assessment
<1%dos resíduos urbanos recebe tratamento biológico na América LatinaBanco Mundial, What a Waste 3.0 (2026)
0,4%dos resíduos urbanos é compostado no BrasilABREMA, Panorama 2023
Uma pilha tecnológica e um roadmap para mudar isso no Sul Global.
Biowaste Credit Stack
O Biowaste Credit Stack emite dois créditos verificados de forma independente a partir de uma mesma massa verificada de resíduo orgânico desviado — um crédito de carbono pelo metano evitado e um crédito de reciclagem pelo material recuperado —, com duas utilidades e dois caminhos regulatórios claros e separados. O crédito de carbono carrega a redução de metano, o crédito de reciclagem carrega a recuperação do material, e cada um é aposentado separadamente. Nenhum carrega a alegação do outro. A redução é completa por desenho: o metano que nunca se forma não pode vazar, escapar nem ser liberado de novo. O ledger da Carrot garante rastreabilidade e cadeia de custódia e distribui com transparência a receita da venda de créditos por toda a cadeia de suprimentos, sobretudo até o gerador do resíduo, cuja decisão de separar define se o material é recuperado ou enterrado. É ali que o prêmio verde — o custo adicional de reciclar — é eliminado, permitindo a mudança de comportamento e de sistema.
Os primeiros créditos empilhados de biorresíduos já foram emitidos e vendidos, comprovando a viabilidade técnica. Eles vieram de projetos em três estados brasileiros — de uma rede de 8 unidades homologadas e mais 14 em homologação, a caminho de 18 homologadas em 2026.
Biowaste Financing and Policy Roadmap
O roadmap desenha um caminho para o investimento catalítico em redução de metano construir um novo segmento industrial capaz de reduzir emissões de forma sustentável. Ele abre um novo caminho regulatório, fundado em políticas de economia circular já existentes, para ampliar contribuições e dividir o custo entre os dois lados — produtores e geradores de resíduos —, incentivando tanto a redução de resíduos quanto a participação na reciclagem por meio de recompensas baseadas em resultados.
Tudo começa com a separação, a coleta e o tratamento dos resíduos alimentares e orgânicos.
O Credit Stack viabiliza o roadmap.
As 3 etapas do roadmap
Crédito de carbono (constrói)
Crédito de reciclagem (escala e sustenta)
- Etapa 1
Financiamento de carbono
Créditos de prevenção de metano financiam nova infraestrutura de reciclagem e escalam os primeiros projetos — antes que exista qualquer regulação.
- Etapa 2
EPR de alimentos
Produtores de resíduos alimentares financiam a recuperação por meio da responsabilidade estendida do produtor, com créditos de reciclagem como instrumento de conformidade.
- Etapa 3
Pay-As-You-Throw
O preço finalmente chega às residências, recompensando por padrão tanto a redução quanto a participação na reciclagem e sustentando o estado final duradouro.
Um chamado a parceiros catalíticos.
A indústria de tratamento de biorresíduos é um mercado que precisa ser moldado e catalisado — e o tempo é curto.
Essa construção já começou. Em março de 2026, a AlliedOffsets deu a esses créditos uma categoria própria — Circularidade, desenvolvida com a Carrot —, separando os créditos gerados ao recuperar material dos gerados ao descartá-lo (leia o anúncio). A captura de gás de aterro continua sendo uma intervenção válida e complementar; a circularidade desloca a fronteira para antes, para o resíduo que nunca deveria ter chegado ao aterro.
Convidamos você a:
- Financiar o desenvolvimento de novas metodologias
- Financiar auditorias e avaliações de rating
- Catalisar o mercado comprando créditos
176.646 tCO2ede redução de metano, disponíveis agora, nas safras 2025–2026, da rede homologada em três estados brasileiros.
Compra antecipada e offtake são os instrumentos preferidos: um compromisso antes da entrega é o que destrava os projetos hoje parados. Preço indicativo da primeira tranche sob consulta, com a trilha de auditoria completa.








Validação independente
“…resultados reais, mensuráveis, estimados de forma conservadora, adicionais, permanentes, auditáveis de forma independente e apresentados com transparência.”
Bureau Veritas · fevereiro de 2025
~30%do aquecimento global vem do metano — mas ele recebe só 1% do financiamento climáticoCPI, Landscape of Methane Abatement Finance
~20%do metano global vem dos resíduos — mas a gestão de resíduos orgânicos recebe só 0,16% do financiamento para metanoCPI, Waste not
Por que esses créditos são adicionais?
O tratamento biológico fica abaixo de 1% dos resíduos urbanos na América Latina; no Brasil, a compostagem responde por cerca de 0,4%. Uma prática com essa participação não é prática comum em nenhuma leitura, e a barreira não é técnica: a compostagem é milenar, sem patente e descomplicada, e a ciência não é contestada. A restrição é o prêmio verde, a diferença de custo observável entre recuperar uma tonelada e enterrá-la, que aparece no demonstrativo de operação de toda unidade.
Novos dados de medição seguem confirmando que as estimativas são conservadoras: levantamentos por satélite encontram metano de aterros nos EUA cerca de 51% acima do inventário oficial, e a própria análise da EPA mostra que a maior parte do metano dos resíduos alimentares aterrados escapa antes que a coleta de gás consiga capturá-lo. O problema é maior do que os registros mostram — os créditos de redução contam a menos, não a mais.
Nesser et al., Atmospheric Chemistry and Physics (2024) · US EPA, Quantifying Methane Emissions from Landfilled Food Waste (2023)
O contrafactual não é se uma unidade existe, é se uma indústria é construída — uma lacuna de formação de mercado, não de impacto ou de qualidade. E o roadmap acima foi feito para acabar com o subsídio que ele cria: financiamento de carbono agora, responsabilidade do produtor em seguida e, por fim, a inclusão do gerador para uma redução em todo o sistema. Os créditos de carbono são o catalisador, não o destino.
Como vocês sabem que as toneladas são reais?
Porque elas são medidas, não modeladas. Cada unidade de massa de resíduo é identificada individualmente e rastreada em tempo real em um ledger imutável que registra a origem e a cadeia de custódia. O MRV digital construído para a economia circular monitora 100% dos dados da cadeia de suprimentos e da reciclagem.
A metodologia foi validada pela Bureau Veritas. Recicladores e processadores são homologados a cada dois anos por auditores independentes; transportadores e geradores de resíduos têm a identidade verificada. Dados de massa, auditorias digitais e emissões de créditos são publicados com verificação de múltiplas partes, e qualquer pessoa pode conferir as medições.
O que impede que a redução seja revertida?
Nada fica armazenado, então nada pode escapar. A compostagem impede que o metano se forme: diferente do sequestro florestal ou da captura de carbono, não há reservatório para vazar nem risco de reversão a segurar.
O MRV digital contínuo e as auditorias independentes confirmam que o desvio dos aterros e as reduções de emissão aconteceram. A saúde do solo, a retenção de água e a biodiversidade melhoram como consequência, e nada disso é creditado pela Carrot nem pelos padrões parceiros.
As emissões não poderiam simplesmente ir para outro lugar?
Os limites dos projetos são monitorados digitalmente e restritos a 200 km, o que limita tanto o vazamento de processo quanto o geográfico. A metodologia aplica premissas conservadoras ao vazamento indireto e ao uso do produto final, incluindo o risco de condições anaeróbias reintroduzirem metano mais tarde.
Recicladores e processadores são homologados e auditados a cada dois anos, e os transportadores têm a identidade verificada, então a cadeia inteira fica dentro do limite.
A compostagem cria outros problemas ambientais?
Ela elimina vários. Desviar os orgânicos evita o metano e reduz o chorume, os gases tóxicos e a poluição do ar local que vêm com o aterramento.
O risco de contaminação por PFAS é avaliado, e os recicladores homologados precisam cumprir a regulação local de toxicidade do solo. O composto então substitui fertilizantes químicos, recupera a saúde do solo, melhora a retenção de água e a produtividade das plantas e apoia a biodiversidade: ganhos que fortalecem a adaptação climática e são deixados de fora do crédito de propósito.
Quem se beneficia — e quem poderia ser prejudicado?
Os projetos são auditados a cada dois anos quanto à legislação trabalhista, aos direitos humanos e à proteção ambiental, com salvaguardas contra o deslocamento ou a exploração de comunidades vulneráveis e com a participação de atores locais no que o projeto deve priorizar.
A receita é distribuída por toda a cadeia de suprimentos, sobretudo ao gerador do resíduo; as recompensas com desconto de grandes geradores corporativos são redirecionadas a ONGs homologadas que atuam na economia circular e no bem-estar infantil. O trabalho apoia pequenos operadores e cria empregos verdes em compostagem, reciclagem, reparo e reúso.
Por que a Carrot opera o próprio registry?
Porque nenhum padrão de carbono estabelecido foi construído para este segmento. Os custos mínimos e de transação dos registries de carbono convencionais excluem os pequenos e médios operadores que este mercado precisa alcançar no Sul Global, então a Carrot construiu o seu.
A Carrot não escreve as regras de creditação: elas são estabelecidas por gestores de programa e cientistas já existentes. A metodologia de compostagem em pequena escala segue os padrões AMS-III.F do MDL da UNFCCC, com salvaguardas adicionais de MRV digital. Os frameworks de reciclagem e de verificação foram escritos por Caio de Teves Inácio, cientista de carbono no solo e compostagem da Embrapa, a empresa federal de pesquisa agropecuária do Brasil. A Bureau Veritas validou a metodologia e sua aplicação em uma unidade em operação. Os projetos são homologados e auditados a cada dois anos, e os créditos são verificados por auditores independentes.
O registry documenta o que essas partes atestam. Metodologias, regras de governança e a Política de Distribuição de Recompensas são publicadas na íntegra, e toda emissão é pública no registry.
Essa separação é o que torna a Carrot multipadrão e um registry público e aberto, uma fonte única da verdade entre os registries de carbono e de economia circular.
A próxima fase envolve a avaliação independente de novas metodologias e de projetos operados na Carrot, com o objetivo de ampliar o financiamento para esta indústria.
