
Onde tudo começou
História dos fundadores
De um projeto paralelo no Brasil a uma infraestrutura pública digital global para financiamento climático.
Os fundadores da Carrot se conheceram trabalhando em grandes eventos esportivos no Brasil e buscando soluções inovadoras de sustentabilidade. Ian liderava a campanha para tornar a Copa do Mundo FIFA de 2014 a primeira com estádios certificados LEED, enquanto Marcelo era Presidente do X Games de 2013 em Foz do Iguaçu, uma joint venture com a ESPN da Disney — a primeira na América do Sul.
Ainda que os projetos fossem bem-intencionados, grande parte do trabalho nunca foi concluída porque os incentivos entre proprietários dos eventos, financiadores e construtores não estavam alinhados.
Foi um pequeno experimento de lixo zero com bares e restaurantes de Brasília — o que ele provou, e o que não conseguiu — que uniu Ian e Marcelo em busca de algo muito mais ambicioso, na interseção entre gestão de recursos e clima.



Descoberta
Lixo Zero é muito alcançável.
O que Marcelo viu em sua visita a Brasília — uma taxa de desvio de ~93%, alcançada com bares e restaurantes comuns — o deixou surpreso e intrigado: por que um problema global tão grande continuava sem solução?
A descoberta era simples: separar os resíduos alimentares de todos os outros materiais e o lixo zero se torna possível.
Meta Lixo Zero: no mínimo 90% de desvio de aterros, incineração e do meio ambiente.
Escopo: registro operacional do Instituto Ecozinha, Brasília.

Indo mais fundo
A economia.
Marcelo e Ian mergulharam na coleta, no transporte e na reciclagem para entender quanto a circularidade realmente custa e o que faltava.


A busca
Encontrando uma forma de fechar a lacuna de custos.
Toda rota para escalar encontrava a mesma barreira: aterrar resíduos continuava mais barato que reciclá-los. Era preciso trazer novo capital para mudar os incentivos em nível sistêmico.
E se pudéssemos aproveitar os benefícios climáticos da redução de metano nos aterros por meio do tratamento biológico — esse poderia ser o catalisador de que precisávamos.
Compreendendo
Compreendendo a oportunidade
Resíduos orgânicos enterrados em aterros produzem metano — um superpoluente 81 vezes mais potente que o CO₂ em 20 anos e responsável por cerca de 30% do aquecimento global.
Desviá-los para tratamento biológico reduz quase totalmente essa liberação. Também produz fertilizantes, energia verde e proteínas.
O financiamento de carbono pela redução de metano, compartilhado na cadeia, poderia cobrir a lacuna de custos e virar o mercado.
À medida que o setor cresce, políticas de EPR de alimentos e Pay-As-You-Throw podem levá-lo ao lixo zero em escala municipal.
O impacto extraordinário
“Reduzir o metano é a maior e mais rápida estratégia isolada para desacelerar o aquecimento.”— Durwood Zaelke · Reuters, 2021
A conclusão
Separar resíduos orgânicos é a chave para reduções rápidas e profundas de metano e para destravar a economia circular de baixo carbono, muito maior.
Já não era mais um projeto de resíduos — era uma das maiores oportunidades climáticas disponíveis hoje.
Nossa missão nasceu.
Nosso trabalho desde então

Zero Waste Forum de São Francisco — Ian e Marcelo lançando a iniciativa Carrot.
Sobre a reciclagem de biorresíduos
Acreditamos que nenhuma outra intervenção disponível hoje entrega velocidade, escala e cobenefícios comparáveis para resfriamento climático, proteção de recursos e impacto social.
Conheça a equipeUm mundo capaz de recuperar pelo menos 90% de seus materiais — onde os bens públicos ambientais e sociais sejam valorizados e financiados.
Construir a infraestrutura compartilhada e os mecanismos de financiamento que tornem resultados verificados da economia circular financiáveis em escala.